Líbano proíbe exibição de “Mulher-Maravilha”, porque atriz é israelense

O Líbano proibiu a exibição do filme “Mulher-Maravilha”, porque a protagonista é a atriz israelense Gal Gadot. A medida foi divulgada apenas duas horas antes da exibição do filme, em seu dia de estreia, esta quarta-feira (31). No Brasil, estreará nesta quinta, 1ºde junho.

O Líbano tem há décadas uma lei que impõe o boicote aos produtos israelenses e impede os cidadãos libaneses de viajar a Israel ou ter contatos com israelenses. Mesmo assim, a proibição foi de certa forma inesperada, porque o país assistiu ao recente “Batman vs Superman”, em que Gal também atua.

“A proibição não faz sentido, porque não há problema com o conteúdo”, comentou o crítico de cinema egípcio Alaa Karkouti. “Não é uma atriz israelense em um filme sobre Israel ou sobre uma questão política sensível”, observou. “Se essa é a política do Líbano, o país também deve deixar de participar de festivais de cinema internacionais, onde filmes israelenses são exibidos”, acrescentou ele.

Houve reações similares no Líbano à proibição de “Mulher Maravilha”:

“Você pode banir também Facebook, WhatsApp, Instagram, Viber, Starbucks, todos os smartphones e laptops?” tuítou o popular blogueiro Elie Fares.

“Estamos resistindo a quê? A um filme sobre uma super-heroína icônica, que faz parte da cultura pop há mais de 70 anos. Um filme em que a atriz principal, por acaso, é israelense”, acrescentou.

A aparição de uma atriz israelense nas telas é uma preocupação deveras importante no Líbano, um país em que a vida dos palestinos tem inúmeras e severas limitações: em seu direito de ir e vir, de liberdade e opinião, de trabalhar, de ter propriedade, de ter direito à saúde e educação.

Eles são proibidos de trabalhar em pelo menos 25 profissões que exigem a participação em sindicatos. Médicos, engenheiros e advogados não podem exercer suas profissões.

Os palestinos são mantidos em 12 campos e 42 guetos, com postos de controle da polícia que verificam os documentos de quem entra e sai. Muitos palestinos não têm documentos, o que significa que são obrigados a passar a vida dentro da pequena área que lhes é reservada.

Leia mais, na Variety. 

Fonte Conib

Leave a Reply